Roteiros de passeios em Madrid

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O que falar deste destino tão popular? Digo popular por que acho que, a maioria das pessoas (brasileiros) que pensam em fazer turismo no exterior pela primeira vez, os lugares escolhidos são quase sempre Espanha e Portugal, principalmente as suas capitais: Madrid e Lisboa, não é mesmo? Não só pela facilidade linguística, mas também tem um grande atrativo que é o preço. Com o nosso custo de vida relativamente inferior, é mais fácil você se divertir gastando menos. E sim, eu escrevi certo, Madrid com “d” no final (pelo novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o “d” de Madrid permanece, independentemente de ser pronunciado ou não).
Mas, é claro que isto não é via de regras, pois nós já havíamos estado em outras cidades da Espanha, como  Málaga, Ibiza e Las Palmas num cruzeiro marítimo em 2011, mas ainda não havíamos estado na capital Madrid. Sempre que planejávamos uma viagem ao exterior, ela acabava ficando de fora.  Até que dei um jeito, meio que fora de mão é verdade, mas acabei incluindo Madrid em nosso roteiro de viagem aos Bálcãs. Imagina!
Como ia dizendo… o que falar de um lugar tão básico? Bom, Madrid é o coração da Espanha e a capital cultural de um dos idiomas mais falados do planeta! Uma cidade super divertida, vibrante, repleta de coisas para ver e fazer, onde tudo acontece, com grandes ofertas de entretenimentos, como teatros e atividades recreativas em geral. Sem falar que Madrid tem pelo menos três grandes museus de arte obrigatórios: o Prado que é clássico, o Thyssen-Bornemizsa que é eclético e recheado de Rodins e o Reina Sofía que é moderno e onde está o Guernica. A cidade é linda, cheia de vida, tem ótimas opções de bares e restaurantes. O cenário gastronômico é vibrante, com o que há de melhor na cozinha ibérica — tapas, paellas, doces e presuntos é uma atração à parte. Come-se bem, bebe-se ainda melhor, já que os madrilenhos devotam mais tempo a beber e petiscar do que qualquer outro povo que você vá encontrar na Europa. Além disso tudo, tem um rosário de lugares com possibilidades de passeios de bate- volta– as cidades muradas de Toledo, Segóvia e Ávila; o complexo de El Escorial; o palácio de Aranjuez!
Assim, após visitar a cidade pela primeira vez e ter adorado, vou compartilhar com vocês este roteiro que foi elaborado para uma viagem curta que inclui: meio dia num tour pelo Santiago Bernabéu (Estádio do Real Madrid), um dia de bate-volta a Segóvia e dois dias inteiros em Madrid. Todos os turistas podem fazer este roteiro, mas ele é feito para quem quer conhecer Madrid a pé. Vocês vão ver que ela é uma cidade grande relativamente pequena. Usamos sempre o metrô somente para nos locomovermos do hotel até o ponto de partida da atração e vice-versa. Enfim, é possível explorá-la em 3/4 dias, priorizando as atrações principais, mas vamos deixar claro que, quanto mais dias melhor, principalmente se você quiser visitar os museus.
Quando ir
Madrid pode ser visitada o ano inteiro. Para mim, abril é o melhor por dois motivos : a temperatura estava amena e a cidade repleta de tulipas! Evite os meses mais quentes, como meados de junho a meados de setembro. Agosto costuma ser muito quente, passar o dia todo batendo perna é bem desagradável.  Já as temperaturas invernais ficam entre 2 e 11 graus, sendo mais baixas do que em Barcelona ou na Andaluzia, certamente porque a capital está numa altitude bem mais elevada. Por isso, dê preferência aos meses de primavera e outono.
Como Chegar
Aéreo – Voos diretos para Madrid saem de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Recife, operados pela Iberia e pela TAM. O Aeroporto Internacional de Barajas é muito bem conectado com o restante da Espanha, Europa e norte da África, tanto com companhias aéreas tradicionais como com as low-cost EasyJet e Ryanair (escolhemos a Ryanair para ir de Madrid para Bucareste-Romênia e tivemos problemas na hora do check-in, veja como foi aqui).

Ferroviário – é uma forma muito prática e interessante de circular pela Espanha. Com os trens da companhia Renfe, chega-se a importantes destinos como Sevilha, por exemplo, sendo que a principal estação ferroviária da cidade é Atocha. Ela fica junto ao Jardim Botânico Real e ao Museu Rainha Sofia.
Rodoviário – Um pouco mais lentos, mas mais baratos que os serviços ferroviários, são os ônibus que servem a capital e a ligam tanto com as cidades próximas, como as mais distantes. Nós utilizamos os serviços da Empresa Rodoviária Sepulvedana para ir de Madrid até Segóvia e foi muito bom, pena que os vidros eram verdes e algumas fotos sairam assim...
Transporte Público
Ônibus – Ao desembarcar no aeroporto há um serviço de ônibus expresso que liga o aeroporto ao centro da cidade. A linha funciona 24 h por dia, todos os dias do ano. O ônibus é o Exprés Aeropuerto e faz o trajeto em cerca de 40 minutos. Durante o dia sai a cada 15 minutos e à noite a cada 35 minutos. O bilhete custa 5,00 euros por trecho e deve ser comprado no próprio ônibus.  Ele faz parada na Plaza Cibeles e na Estação de trem Atocha (em Atocha só entre 6 h e 23:30 h).
Metrô – Como vocês sabem, sou fã de metrô, por todos os lugares que passamos, tendo metrô, este será o nosso meio de transporte principal para circular pela cidade, e o metrô de Madrid funciona muito bem, é super fácil de usar, além de cobrir toda a cidade.
 
Fomos para Madrid em um voo da cia aérea Iberia (conto como foi aqui) saindo do Rio de Janeiro que chegou no terminal T4. O metrô sai de dentro do aeroporto Barajas (terminais T2 e T4), mas normalmente, é preciso fazer pelo menos 2 baldeações (baldeação significa não só trocar de linha, mas ter que subir e descer escadas) para se chegar aos hotéis que ficam no centro de Madrid. Vale a pena para quem tem pouca bagagem para carregar.
Táxi – Depois de uma viagem transatlântica, imprensado na classe econômica, de uma passagem tensa pela imigração, não há por que se negar a comodidade de pegar um táxi para o hotel. Em Madrid, isso custará cerca de 30 euros até a área central, você descerá em frente ao hotel, sem perrengues com baldeação ou ter que adivinhar a saída certa da estação do metrô. Por isso, e também por que estávamos com malas grandes, acabamos optando pela comodidade do táxi para irmos até o hotel.
Onde ficar
Independentemente do bairro que você escolher, o importante é estar bem perto do metrô. Mas, não deixe de ler as avaliações do hotel para evitar furadas! Embora tenha o cartão fidelidade Le Club da Rede Accor Hotel, como foi o caso de Madrid, que ficamos no Hotel Ibis Centro Las Ventas, normalmente, costumo reservar meus hotéis no Booking.com e confesso que minha vida de viajante mudou depois da criação do site, onde todas as ferramentas são excelentes, existe a opção de atendentes que falam português, o que é ótimo! Nunca tive problema de chegar em um hotel e a minha reserva não estar lá.O site costuma ter muitas avaliações, os filtros me ajudam a achar o hotel ideal para o meu bolso, e muitas vezes o cancelamento é gratuito. Clicando aqui você pode fazer suas reservas diretamente pelo nosso blog sem custos adicionais.
Onde Comer
Lugar onde comer é o que não falta em Madrid. E boa parte deles é muito boa. Cervezerías e restaurantes vivem cheios, oferecendo ótima comida, inclusive pescados e especialidades de outras regiões do país e do mundo hispano. Já que um dos principais atrativos da capital espanhola é comer e beber bem! Seguem as dicas de restaurantes e mercados “gourmets” que nós utilizamos, todos bem descolados, mas nada caro:
Mercado San Miguel – próximo à Plaza Mayor está o Mercado San Miguel, um mercado público dos tempos antigos que hoje em dia alberga um belíssimo mercado gourmet super badalado, onde você poderá provar das delícias espanholas, os famosos jamones (presuntos), azeitonas, pratos elaborados, peixes, cervejas, vinhos e aperitivos.Vive lotado! Tem que ter muita paciência rsrs… É um bom lugar para comer umas tapas e tomar uma taça de vinho.

Chocolateria San Gines – quem vai a primeira vez a Madrid sempre passa na Chocolateria San Gines para experimentar outra comida típica na Espanha... o famoso churros. Aqueles que muita gente na infância assistiu no programa humorístico do Chaves. Sim, igualzinho aquele com calda de chocolate quente! Fomos lá conferir! Confesso que não achei assim tão gostoso. Muitos destes locais valem pela tradição.  Fica bem pertinho da Plaza Mayor e também fica lotada.

Sobrino de Botin – Fundado em 1725, esse restaurante é o mais antigo do mundo, por isso, acaba sendo até uma atração turística de Madrid. Depois de um dia inteiro batendo perna, voltamos ao hotel e mais tarde saímos para Jantar no famoso Botin, que depois de muitas indicações fizemos questão de conhecer e onde havíamos feito reserva de uma mesa no dia anterior. Sim, faça reserva, porque fica lotado sempre. IMG_9855
O prato principal da casa é o “Cochinillo asado” (leitão). Sem dúvida ele merece a fama que tem, embora, não seja fã de carne de porco, realmente não sei explicar a textura suave e molhadinha da carne e o sabor intenso, só indo lá mesmo para conhecer. Para quem gosta vale a pena, embora a conta saia um pouco salgada. A nossa com um cochinillo, um cordero asado, água mineral e vinho, mais a sobremesa, ficou em 72,70€.  Uma experiência gastronomia inesquecível para quem vai a Madrid e serve a melhor carne de porco que comi na vida (nem tanto, nem tanto)!!!Roteiro Resumido:
  • Dia 1: Santiago Bernabéu (Estádio do Real Madrid);
  • Dia 2: Plaza de España, Templo Debod, Jardines de Sabatini, Palácio e  Teatro Real, Plazza de Villa, Mercado San Miguel, Plaza Mayor, Puerta del Sol;
  • Dia 3:Puerta de Alcalá, Plaza e Palácio de Cibeles, Parque del Retiro, Palácio de Velázquez, Palácio de Cristal,  Jardín Botânico, Paseo del Prado, Museo Reina Sofia, Museo Thyssen-Bornemisza, Gran Via, Ayuntamento de Madrid;
  • Dia 4: Bate-volta pelos arredores de Madrid, escolhemos: Segóvia.
Roteiro destalhado:
Dia 1: Santiago Bernabéu ou Estádio do Real Madrid
O dia já havia sido bastante corrido, como disse acima, depois de uma viagem transatlântica, imprensado na classe econômica, de uma passagem tensa pela imigração, carregando mala para cima e para baixo, toma táxi, faz check-in no hotel, então o que sobrou de disposição foi uma passagem pelo Estádio Santiago Bernabéu, palco oficial dos jogos do todo poderoso Real Madrid, o clube mais popular da cidade e possivelmente um dos mais famosos do mundo.

O Real Madrid possui em sua escalação nomes de muito peso como Cristiano Ronaldo, Marcelo, Kroos, Casillas entre outros.
Mesmo para quem não gosta, nem tem paixão pelo futebol – como meu marido e eu – visitar o estádio do Real Madrid pode ser uma experiência incrível.

Pois o estádio por si só já é um belo atrativo. Além de visitar as arquibancadas– reparem como tudo é bem bonito e organizado, nenhuma cadeira quebrada – o gramado.

O museu do clube também é parte do passeio, tem taças, fotos e camisetas. O vestiário com os armários de cada jogador, a banheira de hidromassagem…Tem ainda um restaurante com vista panorâmica para o gramado. Uma experiência bem diferente e bem legal para um jantar.

Nós fizemos um tour guiado, ao custo de 24 euros, com direito a tirar umas belas fotos, uma em especial (paga a parte, é claro) mas que pode ser bem divertida: uma foto com um jogador famoso e outra com a taça “La Décima”.
Para nós que estávamos hospedados próximos do metrô, inclusive ali tem duas estações bem pertinho do hotel: a Las Ventas (linhas 2-vermelha e linha 5-verde) e a Manoel Becerra (linha 2-vermelha e linha 6-cinza) foi muito simples, fácil e rápido chegar até lá. Tomamos o metrô na Manoel Becerra (linha 6-cinza), com apenas uma baldeação em Nuevos Ministerios (linha 10-azul) saltamos na Santiago Bernabéu. Quem toma o metrô na estação Las Ventas (linha 5-verde) tem que fazer baldeação nesta mesma linha 10-azul, mas na estação Alonso Martinez. Ambas levam cerca de 27 min até o Estádio. Para mais informações clique aqui.
É isso, nas próximas postagens vou falar como foi o nosso segundo dia na capital espanhola. Aguardem!!

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